Entre discussões e textos que a mídia vem nos apresentando, teve uma fala que me marcou muito? "Qual é a nossa compreensão de TODOS?
Em verdade, viciamos de certa forma em dizer que todos têm direitos iguais, que todos merecem ter vida digna, direito a liberdade, a uma educação de qualidade, entre outros. Mas quem realmente é esse todos para nós? Há muitas perguntas, historicamente existentes e ainda com respostas insatisfatórias.
A diversidade está presente em tudo. Nenhum de nós é igual, então por que existir o preconceito à diferença? Eu sou diferente de você. Também estou a mercê do preconceito?
Precisamos nos conscientizar que a diversidade é fato. Mas a luta pela igualdade de direitos é que precisa ser debatida, questionada. E é aqui que devemos focar um importante olhar ao papel da escola frente a este assunto.
Normalmente as Propostas Pedagógicas descrevem a "formação de um cidadão crítico e consciente, apto para socializar nas práticas sociais". Perfeito! Mas quando analisamos muitas propostas curriculares, vemos uniformidade de conteúdos para serem aplicados a educandos de diversas esferas sócio-econômico-culturais. Seria este o direito a igualdade? Ou isto seria realidade da escola do vizinho? É também realidade da nossa escola.
Ultimamente tem sido comum ouvirmos que quando apontamos um dedo para o outro, temos quatro dedos voltados para nós. E ná prática isto é verdade. Nossas escolas precisam se ver errantes, para trabalharem em função do acerto. Precisam rever o conceito de avaliação processual para vivê-los, porque temos educandos que se apresentam em sala sob diversos olhares. Será que NÓS, educadores, avaliamos os nossos educandos como são ou como queremos que sejam?
De fato, Tratar sobre a diversidade nas escolas é muito complexo e permeia por uma diversidade de opiniões. Creio que um dos fortes segredos ainda está em se estruturar de acordo com a condizência da realidade local para, processoalmente, apresentar a realidade do mundo ao qual fazemos parte.
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