Falar da diferença, do que não é considerado "normal", do que não obedece padrões, é muito complexo.
Se a gente parar e olhar em volta, vamos perceber que, de verdade, nada e ninguém é igual, nem mesmo gêmeos univitelinos. Até eles...embora pareçam ser, à primeira vista.
Nosso corpo, também, não é igual: o lado esquerdo tem diferenças em relação ao direito. Quem já não percebeu isso ao comprar sapato?
Na escola, cada aluno em sua sala tem seu jeito de ser, seu ritmo de aprender, seus interesses.
No trabalho, um profissional age sempre diferente de outro.
Em uma família, cada integrante é único. E isso é que dá a liga certa.
A diferença, então, faz parte da Vida, embora nem sempre a gente esteja preparado para acolhê-la. Como diz o slogan de uma Associação de pessoas com deficiência mental:
"É normal ser diferente. E quem é diferente?"
Frequentemente, são as pessoas com algum tipo de deficiência (mental, física, auditiva ou múltipla) que são assim consideradas.
Também as pessoas que se comportam de outros jeitos (os especialistas denominam de "condutas típicas", "distúrbios de comportamento", "transtornos da atenção", entre outros) são consideradas diferentes.
E também, as diferentes raças que sofrem com tanta discriminação.
Vai depender muito do ponto de vista de quem olha, não é?
Caetano Veloso, em "Sampa", nos adverte que
"Narciso acha feio o que não é espelho"
Para falar sobre a Diferença, em seus múltiplos aspectos, é necessário unirmos pessoas que trabalham, estudam e vivem em diversos campos e que têm opiniões igualmente diferentes, instigantes, talvez até provocativas. Afinal, diferença lembra diversidade, multiplicidade, pluralidade, conceitos que nos remetem à potencialidade, ao desdobramento, infinidade...
A diferença nos iguala e nos ensina!
Para que tal ensinamento exista é necessário a aprendizagem mútua, vamos torná-lo vivo, pulsante - diverso, como a Vida!
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